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Roteiro Turístico, Cultural e Económico da Ribeirinha
Características da Freguesia
Editamos o presente Guia da Freguesia para dar a conhecer as potencialidades turísticas da Ribeirinha.
A Ribeirinha situa-se na costa sul da Ilha Terceira, ao nascente de Angra do Heroísmo, entre a ponta da Mina e o Monte Brasil, encontra-se a 3,8Km da sede do concelho, abrangendo uma área de 7,9Km2.
Estende-se do litoral onde confronta a Leste com a freguesia da Feteira a Oeste com a de S. Bento, a Norte, com a freguesia do Porto Judeu e a Sul com a orla marítima.
Possui 3.391 habitantes é uma das mais povoadas deste Concelho, só superada por três das cinco que constituem a cidade de Angra do Heroísmo, 985 famílias distribuídos por 957 edifícios, segundo o censo geral de 2001.
A Ribeirinha é terra de gente laboriosa e empreendedora, a população activa está adstrita a diversas actividades: no campo da agro-pecuária tem a sua principal actividade, até porque as condições naturais assim o permitem. Os solos são férteis, devido à abundância de água, o milho e o trigo abundam nos seus terrenos, com colheitas a exportar mais de quinhentos moios do primeiro destes cereais, excluindo o vendido a outras freguesias terceirenses. A maioria dos seus habitantes dedica-se à Lavoura. As cabeças de gado são muito numerosas. Aliás, o gado, especialmente bovino, sempre teve grande tradição na Ribeirinha. O sector dos serviços também ocupa uma parte significativa da população. A povoação era a principal abastecedora de leite à cidade. Nos inícios do século XX, chegava-se a produzir diáriamente cerca de três mil canadas daquele produto, não obstante a existência de muitos trabalhadores da construção civil, carpintaria, restauração de mobiliário, pintores, e Serviços. Parte significativa da população activa desloca-se e trabalha em Angra do Heroísmo, além de outras freguesias, no que se refere à construção civil e outros.
A Junta da Freguesia, em estreita parceria com a Casa do Povo, tem desenvolvido intensa actividade, concretizando a execução de importantes obras necessárias ao desenvolvimento da freguesia.
É este o nosso contributo para a divulgação da freguesia da Ribeirinha.
A Serra da Ribeirinha, com 410 metros de altitude, é o ponto mais elevado da Freguesia.
Aqui, poderá obter uma boa panorâmica de toda a freguesia da Ribeirinha, da Cidade de Angra do Heroísmo, do Monte Brasil, dos Ilhéus das Cabras e da freguesia da Feteira. Poderá ainda contemplar a paisagem do interior da Ilha.
Este miradouro é um local que convida a uma permanência mais demorada com vista a uma maior apreciação, a um mais fecundo convívio entre o espectador e o ambiente onde está inserido.
Depois de regalar os olhos com a paisagem extasiante que este miradouro proporciona, continue ladeira abaixo passando pelo interior da freguesia da Ribeirinha.
HISTÓRIA
Não abundam os documentos sobre a sua história primitiva da Ribeirinha. Sabe-se, no entanto, que já existia em 1486 como um pequeno curato com 40 moradores sufragâneo da igreja paroquial de S. Sebastião. Era, então, um simples lugar da Vila de S. Sebastião, da qual se autonomizou, para formar freguesia independente em 1568, por carta régia de 30 de Julho desse mesmo ano e um decreto real elevava a côngrua do vigário, o Pe. António Pimenta de Araújo, para vinte e seis mil réis.
Escreveu José Joaquim Pinheiro, admitindo a hipótese de que aos flamengos da abandonada colónia de Fernão Dulmo foram dados os terrenos desde a serra da Ribeirinha até à Feteira. E, na verdade, certos usos e costumes que, ainda hoje, se notam nos actuais habitantes desta populosa freguesia, e que eles guardam entre si, como um dever sagrado, e sobretudo a aspereza do seu próprio dialecto inteiramente diferente do das demais freguesias e povoações da ilha, parece indicar prender-se assim verosimil esta presunção.
Foi desta freguesia que, em 1641, por ocasião da luta contra o jugo Filipino, saíu uma valorosa companhia comandada pelo Capitão Manuel Jacques de Oliveira que atacou a fortaleza de S. Sebastião (Castelinho) tomando-a de assalto, aprisionando o Oficial Espanhol, Governou-o por algum tempo, entregando-o depois a Luís Cardoso Machado, que o recebeu por mercê régia.
Situa-se nesta freguesia a Fonte da Furna de Água, nascente de água doce que, no último século , alimentava dezassete dos dezoito chafarizes ali existentes. De início um apenas houve, o da Fonte, para o abastecimento dos seus habitantes. Conta ao presente vinte e quatro chafarizes e torneiras, diversos lavadouros públicos, com água encanada. Sendo uma das paróquias mais ricas de água da ilha, a água corria na ribeira que atravessa a Ribeirinha de Norte a Sul, como se vê pelo seu nome. A Ribeirinha dispunha ao longo da serra de inúmeros bebedoiros para o gado, talvez seja daqui que esta freguesia tenha ficado conhecida por Ribeirinha.
Contudo, na falta de documentos autênticos, fica-se apenas pela tradição.
A sua electrificação inaugurou-se em 4 de Abril de 1931. Foi a primeira freguesia rural terceirense a beneficiar desta regalia, sendo escasso o número de moradias que não a utilizam. Conta uma Moagem accionada a energia, fundada em 1949, por Joaquim Rodrigues Bettencourt, chegou esta fábrica a moer, em média diária, três moios de trigo. Vendida em 1968 a José Nunes Toste e Francisco Natal Rodrigues, encontra-se desactivada desde 1969.
Havia no dia da Sexta-feira dos amigos o hábito da matança colectiva. Os bancos destinados ao sacrifício põem-se nos lados da rua, junto da casa que tem o suíno para abater. A alegria e a azafama do povo, aliada ao tom festivo do acto, transformam a rua em arraial. Da cidade e vários recantos da ilha, ali acorrem alegres curiosos para presenciar o ineditismo do espectáculo.
Nesta freguesia, outrora, existiram pelo menos, cinco confrarias: a do Santíssimo Sacramento, de Nossa Senhora da Conceição, do Senhor Santo Cristo, de São Pedro e de Santo Antão. Os documentos paroquiais mais antigos que se conhecem, relativos a baptismos e casamentos, datam de 1630.
A indústria principal é a de lacticínios, e conta já quatro fábricas de desnatação de leite, cujo produto é preparado em Angra.
Possui também um grande número de teares antigos, cujos preparados servem para consumo do povo da freguesia.
O seu comércio é em gado, trigo, milho, e até há pouco, era abundante e extensa a cultura da batata doce, que, hoje acabou, por se ter interrompido o fabrico do álcool.
O Curral das ovelhas situado no alto da serra era um cerrado com paredes muito altas onde se colocavam à noite todas as ovelhas para serem protegidas dos ataques dos cães.
Sociedade Cooperativa Leitaria Ribeirense
Esta Cooperativa foi fundada a 30 de Agosto de 1917 pelo Vigário Padre José da Rosa Dutra e um grupo de lavradores, como empreendimento de considerar. Sempre unidos por louvável espírito associativo, levaram os habitantes da Ribeirinha aquele seu estabelecimento à progressiva feição actual.
Povo dedicado ao trabalho, a Ribeirinha rica de gado bovino, a ultrapassar as três mil cabeças, fornece larga parcela de leite à cidade. Na quadra mais abundante, além do consumo particular, na fábrica cooperativa local, chega-se a industrializar, por dia, três mil canadas de leite.
Aqui se fabricavam os queijos e as manteigas mais saborosas da nossa Ilha.
Este edifício funciona agora como posto de leite.
Ermida de Nossa Senhora das Mercês
Esta Ermida era da Ribeirinha.
Não é possível saber o tempo em que começou a existir o lugar da Feteira, que nem Gaspar Frutuoso nem o Padre António Cordeiro mencionam. Talvez no tempo deste ilustre historiador, fosse um simples lugarejo com poucas casas de moradia. Seriam casas edificadas por famílias da Ribeirinha, que lá passavam algum tempo por ocasião das vindimas.
Com o decorrer dos anos, possivelmente longos anos, foram-se deixando ficar, e então surgiu a necessidade de se construir uma ermida para os actos do culto religioso. Segundo diz o Dr. Alfredo Sampaio, o Padre Manuel Martins Baião a edificou em 1590 com a finalidade de nela dizer Missa no tempo das vindimas.
Torna-se assim evidente que ficamos sem saber quem foi o fundador desta ermida, e julgamos que não é possível defini-lo e precisá-lo por falta de elementos.
O que se sabe, é que pertenceu a Inácio Toste Parreira.
Porém, quanto à ermida, parece que vem de recuados tempos, segundo se nota pela sua configuração e aspecto, não se podendo todavia saber a data certa da sua fundação.
A Muda para a Canada das Vinhas
Canada das vinhas, Feteira ou Serretinha, são três nomes para uma mesma atitude.
Não é bem uma questão de férias, que essas só quem está na escola tem e em casa há outras coisas para fazer.
O que acontece é que há os figos, as uvas, as peras, as maçãs, e é preciso tomar conta disso, embora ninguém negue que uma mudança de ares alegra a vida e dá novo alento a quem trabalha.
Depois da muda, os homens continuam a vir todos os dias para cima, porque há terras e vacas, só as mulheres e os mais pequenos é que ficam.
O carro onde tudo o que é preciso era transportado é uma verdadeira poesia viva. Cada um faz dele uma descrição diferente, pois não há duas casas iguais.
Colchões, relógio, alguns santinhos de maior devoção, panelas e penicos, uma esteira nova, cestos com roupa, uma caixa mais pequena, cadeiras….
Era uma “casa” que se mudava e não apenas os móveis.
INSTITUIÇÕES
Sede da Junta da Freguesia
Este edifício foi reconstruído em 1973 de forma a permitir o funcionamento da secretaria da Junta e Assembleia de Freguesia.
Só se começaram a elaborar as actas nesta Junta em 1976.
A primeira Junta da Freguesia a ser formada, após o 25 de Abril de 1974, foi constituída pelos Srs. Francisco Rodrigues Coelho Júnior, António Gonçalves Coelho e Joaquim Rodrigues Bettencourt.
José Gonçalves Margarida exercia a regedoria, antes do 25 de Abril de 1974.
Brasão e Bandeira da Freguesia, Simbologia das Armas
O VERDE do campo do escudo, representa a riqueza das pastagens da freguesia.
A BARRA ONDADA DE PRATA simboliza a ribeira que dá o nome à freguesia e a sua Fonte da Furna de Água.
O CASTELO E O LEÃO lembram a Companhia de Ordenanças da Ribeirinha, que sob o comando do Capitão Manuel Jacques de Oliveira, sem mais ajuda, atacou e conquistou aos espanhóis Filipinos o Castelo de S. Sebastião (Castelinho) em Angra.
AS CABEÇAS E O BORDÃO DE PASTOR são uma homenagem aos antigos leiteiros ambulantes e pastores, que abasteciam a cidade de Angra e arrabaldes.
Casa do Povo
A Casa do Povo Fundada há alguns anos, só em 1968 começou a funcionar. A construção deste Polivalente foi inaugurado em 1 de Junho de 1998.
A Casa do Povo alberga os serviços de segurança social e posto de enfermagem, é um dos maiores salões de festas da ilha e cozinha de apoio ao mesmo.
PATRIMÓNIO
Igreja Paroquial
A Igreja Paroquial fica situada no centro da freguesia, dedicada a S. Pedro. (Encontrando-se a primitiva imagem do Apóstolo, escultura em pedra de Ançã do Séc. XV, no Museu da Paróquia), foi edificada no Séc. XVI e aumentada no Séc. XVIII. Construiu-se uma bela Igreja Matriz, já em 1925, hoje um dos mais vistosos templos da Ilha Terceira, ladeado por duas torres, possuindo no seu frontespício, um relógio trabalho do sargento artífice Alberto Ferreira, instalado por volta de 1950.
Este templo voltado ao poente, tem sofrido modificações importantes devido ao impulso e zelo dos seus últimos vigários. No seu interior existe um interessante Altar-mor em talha e uma imagem do Santo Cristo dos Milagres quinhentista. Para além do Altar-mor existem neste templo, dois altares neogóticos e quatro de inspiração barroca. A iluminar o Sacrário com o Santíssimo Sacramento. Acha-se uma lâmpada lavrada em prata, lavor de finais do Séc. XVIII..
Por detrás da igreja paroquial ficava um pequeno cemitério, que acaba de ser condenado por não ter as dimensões necessárias e por ficar sobranceiro a um grande número de casas.
Ermida de Santo Amaro
Não se sabe quem foi o seu fundador nem em que data foi edificada. Talvez possamos considerar os anos de 1560 ou 1570 mais ou menos, pois em 1589 já existia.
Durante o século XVI, neste ambiente rural e de muitos gados, o povo ergueu uma primeira capela a Santo Amaro, tendo sido reconstruído e ampliado alta e bem adornada em 1902, data que se encontra na fachada da Ermida. Tem como principais imagens as de S. João, Santo António e de Santo Amaro, de grande devoção em toda a Ilha. Foram séculos de culto, promessas e romarias, a oferecer óbulos de alfenim representando figuras variadas, depois arrematadas em público. Isto verificava-se e ainda hoje se verifica por ocasião da Festa de Santo Amaro, que se celebra a 15 de Janeiro.
Bem perto dela se acha uma das rochas mais altas da ilha, com uma ponta ao mar denominada a Ponta Ruiva, onde foi encontrada a primitiva imagem e levada para a igreja paroquial. Segundo uma lenda popular a imagem descia, de madrugada a rua, e voltada de lugar desde foi edificada a capela era levada, por mão humana, para a igreja paroquial, e de lá saía misteriosamente.
Ermida do Senhor Bom Jesus
Construída no principio do Séc. XX para encomendação dos defuntos. O seu nome deriva do Cristo do Bom Jesus, da Ermida de São Mamede, adquirida por uma família da Ladeira Grande, que ofereceu o crucifixo à paróquia, guardando na sua casa a primitiva imagem do Orago (São Mamede, séc. XVI-XVII).
O Cristo encontra-se actualmente na Sacristia da Paróquia. A Capela do Bom Jesus é de grande romagem no dia 2 de Novembro de cada ano.
Ermida da Ladeira Grande
Consagrada ao Mártir Terceirense, Beato João Baptista Machado, a única dos Açores, aberta ao culto em 22 de Maio de 1970 pelas mãos do Patriarca das Índias, Dom José Vieira Alvernáz, mas ainda por ultimar, foi erecta por iniciativa do Padre António Ornelas Simões, que faleceu alguns meses antes da sua abertura.
Impérios
As festas em honra do Divino Espírito Santo também são celebradas com respeito e devoção por toda a freguesia, tendo início no Domingo de Pentecostes e prolongando-se até ao tempo chamado dos “Bodos”. De natureza caritativa, destinam-se à entrega do bodo aos mais necessitados.
Nos dois Domingos dos Bodos, os Impérios da Rua da Igreja e da Serra da Ribeirinha são muito apreciados pela população da Ilha Terceira porque são os únicos que dão pão de leite a todas as pessoas que passam por esta freguesia, e aproveitando para verem a vistosa rua com as janelas e varandas engalanadas com lindíssimas colchas regionais. A Ribeirinha, com a presença de toda esta gente, fica ainda mais bonita.
Na freguesia da Ribeirinha existem quatro Impérios do Divino Espírito Santo.
Império da Rua da Igreja
Também conhecido por Império do “Meio da Rua”, por se situar ao Centro da artéria principal.
Anteriormente, esteve situa-do no átrio da igreja paroquial, sendo transferido para onde está, na segunda década do século XX, para que se edificasse a actual igreja. Construído em 1898, tendo Alvará a 16 de Maio do mesmo ano. Império de traça típica, serve a rua da Igreja e todas as ruas paralelas, ao lado possui uma despensa que serve de arrecadação de louça, mesas, bancos, etc.
Este império era o único da Ilha desde existia os “Esmoleros”. Eram quatro mordomos todos vestidos de igual, com um bordão pintado com cores garridas e um saco de linho bordado à mão para transportar o trigo quando faziam o peditório para o Segundo Bodo (Domingo da Trindade).
Cada família pode dar “a irmandade” ou seja a quota, tornando-se de imediato “irmão”.
Possui um procurador um secretário e um tesoureiro para os dois bodos com mandato de um ano.
Império da Serra
Mais conhecido por Terreiro do Passo.
Situa-se no Largo do Terreiro do Passo da Serra, construído em 1911, de cores e traçado típico, possui despensa, que serve de arrecadação de bancos, mesas, panelas, etc.. Cada família pode dar “a irmandade,” ou seja a quota, tornando-se de imediato “irmão”.
Este império conta com mais uma coroa a única da Ilha denominada a coroa da Alegria Segundo reza a tradição pelo contentamento do povo ao ver que as larvas do “biscoito” se detiveram onde os devotos chegaram com a dita Coroa e bastão. Estas edificações são posteriores a estrada e ramadas e casa de madeira onde se instalou o Império. O desmembramento do Império da Rua da Igreja está associado à fundação da Filarmónica União Católica da Serra (1904).
Este império serve toda a Serra da Ribeirinha. Possui um procurador, com mandato de um ano. Tem três mordomos para os dois Bodos.
Império de Santo Amaro
É o mais antigo da freguesia.
Situa-se no Largo de Santo Amaro junto à Ermida com o mesmo nome, construído em 1883 com alvará de 5 de Novembro do mesmo ano, com traça típica, serve todo o povoado de Santo Amaro. Possui uma “despensa” construída em 1913 que serve de arrecadação de mesas, louças, bancos, etc.
Cada família pode dar “a irmandade” ou seja a quota, tornando-se de imediato “irmão”, tendo uma comissão administrativa composta por três elementos, com mandato de três anos, possui um procurador e dois ajudantes para os dois Bodos. Em ambos os mordomos distribuem pão, vinho e dão sete jantares aos irmãos.
Império da Ladeira Grande
Situa-se no Terreiro da Ladeira Grande, construído em 1924, no entanto há registo da sua existência nos anos de 1880, sido construído primeiro em Madeira, só depois, em pedra, de cores e traçado típico, possui ao lado uma despensa que serve de arrecadação de bancos, mesas, loiças, serve toda a comunidade Império de S. Amaro da Ladeira Grande. Cada família pode dar “a irmandade,” ou seja a quota, tornando-se de imediato “irmão”, tendo uma comissão administrativa composta por três elementos, com mandato de um ano, possui um procurador e dois ajudantes para os dois Bodos.
Os moradores da Ladeira Grande, embora administrativamente adstritos à paróquia da Ribeirinha, por muitos anos estiveram ligados ao curato da Feteira no respeitante às festividades do Espírito Santo. Contribuíam, assim, com as suas esmolas e julgavam-se com direito também a governantes do império. Mas como os irmãos da Feteira discordassem, separaram-se e ergueram o seu triatro, pois entretanto a Feteira tinha sido elevada a freguesia, em 1906.
Centro Social ou de Convívio da Ladeira Grande
O Centro Social dos Idosos da Ladeira Grande foi fundado a 13 de Maio de 1992, em Maio de 1998 compraram o terreno, fez-se a escritura, tendo iniciado a obra em Maio de 2001 e foi inaugurado no dia 27 de Janeiro de 2003. A cerimónia constou da benção das instalações pelo presidente e pároco Pe. António Pereira. A casa está muito bem conseguida. Este centro conta com cerca de 30 utentes que todas as semanas se juntam para conviverem.
Casa das Violantas - Fonte da Ribeirinha
Pela sua antiguidade, pelo seu carácter artístico, abundância de decorações, policromia e técnica, a tecelagem é a primeira das indústrias populares terceirenses. Os principais panos fabricados na nossa Ilha eram a fiampua e a teia cheia, todavia o que lhes contamos são um total de tarefas comuns em casa de tear. Umas cardam, outras fiam, outras fazem franjas e outras ainda fazem retalhos de restos de tecidos, que posteriormente vão dar colorido às mantas e aos tapetes, artísticamente elaborados por essas mãos de fadas.
CULTURA
Museu da Ribeirinha
A Sede do Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha “Recordar e Conhecer” foi inaugurada no dia 18 de Maio de 2003. Funciona como um Museu de uma casa rural da Ribeirinha. Nele estão patentes mais de cinco mil peças, algumas das quais com quase dois séculos de existência.
Este Museu representa o retrato vivo da Ribeirinha, trazendo ao tempo actual hábitos, roupas, casas, mobílias e instrumentos de trabalho que faziam o conteúdo do quotidiano nos séculos XIX e XX.
Neste edifício estão 4 divisões de uma casa rural típicamente terceirense, onde são pormenorizados os traços mais marcantes ao nível de mobiliário e restante recheio utilizados na época dos nossos avós e bisavós.
Os ofícios também não foram esquecidos. Há espaço para a atafona, eira, alfaias agrícolas e utensílios do tear.
Ao redor não falta o que uma casa rural costuma ter.
Centro Etnográfico da Ribeirinha
Na Sede do Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha “Recordar e Conhecer”, estão a funcionar Escolas de Artes e Ofícios Tradicionais da Ribeirinha, escolas essas onde são desenvolvidos cursos para que os trabalhos artesanais não se percam, a tecelagem, as tapeçarias, arraiolos, bordados à mão e à máquina, etc. As mãos aprenderam com o tempo a construir a rara beleza das nossas pequenas grandes coisas. A arte popular manifesta-se nas colchas de tear, de lã de cores matizadas e motivos geométricos: nos bordados feitos à mão em linho branco crú e vermelho de excelente qualidade tal como aquilo que se fazia na Ribeirinha.
O Artesanato Terceirense é uma manifestação de pureza da alma do seu povo. Pode ser apreciado por trabalhos que advêm da tradição popular e também por manifestações de uma nova interpretação de artistas locais.
Este Grupo, com um grande espaço envolvente à volta da sede, apresenta recriações da matança regional, da desfolhada, dos trabalhos na eira ou ciclo da lã, as Festas do Divino Espírito Santo, etc. e assim chamamos a este espaço que envolve o Museu, escolas artesanais, recreações de trabalhos “O Centro Etnográfico da Ribeirinha”.
Museu da Igreja Paroquial
Possui este templo, uma interessante colecção de imagens datando algumas do século XVII.
Está instalado na sacristia sul da igreja paroquial. Esta ala foi edificada para substituir a antiga Casa da Ordem Terceira Franciscana que existia defronte da primitiva igreja até princípios do século XX. O seu espólio é constituído pelo património da referida Ordem e outras imagens religiosas pertencentes à Paróquia. Destaca-se a primeira imagem de São Pedro, em pedra de ançã e as imagens das Santas Águeda e Apolónia, a Senhora das Graças cuja indumentária bordada a ouro, foi comprada em Paris.
FESTAS
Nos meses de Julho e Agosto realizam-se as festas populares em honra dos respectivos santos padroeiros, ou o santo orago, onde para além da procissão existem sempre animados arraiais. Estas festas constituem uma boa oportunidade para se conhecer as gentes locais bem como para apreciar os seus usos e costumes.
A primeira festa a realizar na 2ª semana de Julho na serra da Ribeirinha, no centro do Terreiro do Passo. O nome de “Terreiro do Passo”, provêm de naquele mesmo largo haver existido um “Passo” das Almas.
A Segunda festa é na 3ª semana de Julho, que é realizada na rua principal em frente à igreja paroquial. Esta denomina-se Rua da Igreja, ou Meio da Rua e é em plano inclinado. Dela partem várias outras mais pequenas, e paralelamente a ela, passa uma ribeira com a direcção Norte-Sul, geralmente conhecida pelo nome de Ribeira do Gato, indo terminar no lugar denominado o Timão.
A esta rua há quem dê o nome de Sézinha, por relação à Rua da Sé. É muito vistosa para desfiles, touradas e outros eventos. As janelas e varandas destas ruas são engalanadas com lindíssimas colchas regionais do nosso tear e de retalhos de várias cores feitas pelas mãos mágicas deste povo.
A Terceira festa é na última semana de Agosto, na Ladeira Grande, consagrada ao mártir terceirense, Beato João Baptista Machado.
A Fonte da Ribeirinha mesmo sem mordomos, todos os anos no dia 1 de Maio como é tradicional abre as touradas na Ilha Terceira.
Outras Festas:
Janeiro - 6 a 15, Festa de Santo Amaro.
Fevereiro - Amigos(as), Compadres e Comadres, Carnaval.
Março - Lauspreme, Procissão de Passos (ou das amêndoas).
Abril - Páscoa, com a típica procissão dos enfermos.
Maio - Nossa Senhora de Fátima
Junho - S. Pedro, Padroeiro
Julho - Sagrado Coração de Jesus ou Procissão das Meninas.
Agosto - Beato João Baptista Machado (Ladeira Grande).
Setembro - Vindimas – Canada das Vinhas.
Outubro - Nossa Senhora do Rosário, com Procissão.
Novembro - Ofícios de Defuntos.
Dezembro - Nossa Senhora das Graças e Natal, com o terço do Menino Jesus.
Gastronomia
A gastronomia tradicional resultou das mais variadas influências. Temperada com especiarias exóticas trazidas pelas naus e galeões que por aqui passaram nos séculos XVI e XVII, transformada por 60 anos de domínio espanhol e enriquecida por receitas conventuais de doces, confeitos e licores, apresenta hoje um sabor muito particular.
Existe um restaurante-bar que serve bem quem visita a Ribeirinha. Pratos típicos: caldeirada de congro, polvo, galinha, etc. As gentes da Ribeirinha são especialistas na Sopa do Espírito Santo, a saborosa alcatra bem regada com vinho de cheiro, o sarapatel, as morcelas, a massa sovada, coscorões, o alfenim e arroz doce, tendo todos estes pratos uma grande fama.
O queijo de cabra fresco é complemento apreciado da refeição, que também se fabrica na Ribeirinha.
COLECTIVIDADES
Sociedade Filarmónica Recreio dos Lavradores da Ribeirinha
Construiu a sua Sede na Rua da Igreja junto à Igreja Paroquial, a 17 de Outubro de 1896.
A Harmónica “Recreio dos Lavradores”, com Nossa Senhora do Rosário por Padroeira, segundo rezam os Estatutos, fundou-se em 1 de Maio de 1889, mas o padre Alves da Silva, nas anotações à Topografia, diz ter sido em 10 de Novembro de 1888. Esta Sociedade inaugurou uma nova Sede em 1989.
Realizou danças e Bailinhos de Carnaval.
Esta filarmónica actuando muitas vezes em redor da ilha, bem como noutras ilhas dos Açores, Continente e Estados Unidos da América.
A Sede da Sociedade foi remodelada, terminando as suas obras no dia 15 de Fevereiro de 2004.
Sociedade Filarmónica União Católica da Serra da Ribeirinha
Fundada a 29 de Junho de 1904, tem como Padroeiro S. Pedro.
Construiu a sua Sede na Serra da Ribeirinha, a 21 de Janeiro de 1965. Durante este período, esta Associação tinha como Sede a Dispensa do Império. Realizou danças, Bailinhos de Carnaval e comédias.
Esta filarmónica tem actuado muitas vezes em redor da ilha, noutras ilhas dos Açores e Estados Unidos da América.
A Sede da Sociedade foi remodelada, terminando as suas obras no dia 25 de Abril de 2004.
CLUBES DE FUTEBOL
Boavista Club da Ribeirinha
Fundado e filiado na Associação de Futebol de Angra do Heroísmo no dia 25 de Abril de 1987, possui Sede e campo de jogos de piso sintético próprio. É filial número 1 do Boavista Futebol Club.
Possui já um grande palmarés, sendo de destacar, campeão várias vezes na 2ª e 1ª Divisão Distrital e militando nos anos de 1995 - -96, 2001-02 e 2002-03 na 3ª Divisão Nacional, participando várias vezes na Taça de Portugal. A sua Sede foi inaugurada a 26 de Setembro de 1998 e o campo de jogos de relva sintética no dia 1 de Novembro de 2001.
União Desportivo da Ladeira Grande
Fundado a 17 de Outubro de 1982, usa o campo de Jogos da Casa do Povo da Ribeirinha, filiou-se no INATEL em Setembro de 1984, no futebol do INATEL, tem atingido posições de apreciável relevo quatro vezes vice-campeão da delegação do Inatel, quatro taças de disciplina e duas taças do Inatel, também possui uma equipa de Futsal, tendo inicio em Novembro de 1997 possuindo um grande palmarés sendo tricampeões da delegação do Inatel e duas vezes vice-campeões dos Açores.
AGRUPAMENTO DE ESCUTEIROS
Sede dos Escuteiros
O Agrupamento 654 do CNE foi fundado a 28-03-1982. Possui sede própria, situada no Caminho Novo (Junto ao edifício da Escola Primária) tendo sido inaugurada a 28-03-1992.
O agrupamento conta actualmente com 65 associados distribuídos por Dirigentes e pelas 4 Secções – Lobitos (dos 6 aos 10 anos), Exploradores (dos 10 aos 14 anos), Pioneiros (dos 14 aos 17 anos) e Caminheiros (dos 17 aos 22 anos).
O Movimento tem como objectivo a formação integral dos jovens.
Aplicando-se os 5 pólos educativos.
- Desenvolvimento da Socialização (Solidariedade).
- Desenvolvimento Corporal (Saúde).
- Desenvolvimento da Criatividade.
- Desenvolvimento do Carácter.
- Desenvolvimento espiritual (Fé).
A vivência escutista é aplicada em sistema de Bando/Patrulha/Equipa em que a cada elemento é atribuído um cargo tendo por objectivo o desenvolvimento do sentido de responsabilidade.
Grupo de Teatro
O Grupo de Teatro da Casa do Povo da Freguesia da Ribeirinha foi fundado em 30 de Setembro de 1998, tendo em cena a peça Mal falando, bem dizendo. Em 27 de Fevereiro de 2003 este Grupo desvinculou-se da Casa do Povo da Ribeirinha, passou a chamar-se Grupo de Teatro de São Pedro da Ribeirinha.
A sua Sede é o antigo Salão de Festas da Ribeirinha mais conhecida pela Casa da Lata que foi fundada a 1 de Agosto de 1951, foram os seus proprietários: José Gonçalves Margarida, António Gonçalves Coelho, Francisco Gonçalves Toste e João Gonçalves Castro Leonardo.
Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha “Recordar e Conhecer”
Este grupo começou a organizar-se no dia 1 de Dezembro de 1995. Todavia por motivos plausíveis, o Grupo considera como data da sua fundação o dia 22 de Maio de 1996, por sinal dia da Festa do Beato João Baptista Machado. Este grupo foi oficialmente inaugurado no dia 1 de Maio de 1997. A Associação tem como objectivo o estudo, pesquisa, recolha e divulgação do Folclore e outros elementos etnográficos em especial da própria Ribeirinha e promoção Sócio-cultural das Populações da Ilha Terceira através destas actividades.
No ano de 1997 esta associação é legalizada, tornando-se Sócia do INATEL.
O Grupo realizou uma recolha etnográfica de danças, cantares, trajes e utensílios agrícolas, e com base nesse trabalho, tem-se pautado pela divulgação dos usos e costumes da sua terra. Como complemento etnográfico, aquando das suas actuações e desfiles, o grupo exibe os utensílios agrícolas alusivos à agro-pecuária, à ceifa, ao amanho artesanal da terra e outros. O Grupo é composto por 59 elementos, trinta e dois dançarinos, 9 violas e violões, a cujos sons se junta as vozes de 11 cantadores e cantadeiras.
A Associação também é composta pelo Grupo de Cantares e Rancho de Cantores ou de Matança “Os Reizes”.
É um grupo autónomo fazendo, aprovar os seus estatutos. É pessoa colectiva de utilidade pública, os seus trajes são rigorosamente tradicionais, alguns deles antiquíssimos, veste uma indumentária representativa de várias camadas sociais da Ribeirinha e Ilha Terceira dos séc. XVI e princípios do séc. XX.
Todos os anos, no mês de Maio, para celebrar o seu aniversário este grupo realiza o Festival de Folclore da Ribeirinha, com a participação de todos os Grupos da Ilha Terceira. Também tem vindo a realizar e organizar, desde 1998, o Dia do Emigrante.
No dia 18 de Abril de 2000 tornou-se membro efectivo da Federação de Folclore Português, e no dia 13 de Maio do mesmo ano lançou o seu primeiro CD que é um registo histórico para o grupo e para a freguesia da Ribeirinha. Todos os registos podem ser consultados na Internet.
Já organizou quatro exposições de O Traje Típico da Ribeirinha. Gravou para a RTP-Açores, para os programas “Cartaz” e “O Arquipélago” que depois foi transmitido pela RTP Internacional. A 9 de Junho de 2003 fez uma gravação directa na RTP1 para a chegada do Exmo. Sr. Presidente da República, gravações foram estas transmitidas para todo o Mundo.
Teve participações no Festival do C.O.F.I.T., em S. Jorge, na Semana Cultural das Velas, no Ribatejo, na Graciosa, nas Festas da Nossa Senhora do Guadalupe, na Bélgica, no Minho, Trás-os-Montes, no Pico, na Festa da Madalena, no Alto Douro no 24º Festival Internacional de Folclore das Terras da Feira (Argoncilhe) e Beira Litoral, VI Festival Internacional de Folclore de Carnide (Pombal).
No dia 18 de Maio de 2003, este Grupo inaugurou a sua Sede Social ou Museu de uma casa Típica da Ribeirinha ou da Ilha Terceira, tendo como designação Centro Etnográfico da Ribeirinha. Para comemorar este invento o Grupo organizou “A Semana Cultural da Ribeirinha”.
Este Grupo organizou um Cortejo Etnográfico em Angra nas celebrações das festividades do dia 10 de Junho de 2003 para o Exmo. Sr. Presidente da República e Primeiro Ministro.
Presépios
Desde 1961 que o Sr. João Manuel Alves Areias, morador na Canada do Francisco Alves, 3 na Serra da Ribeirinha, constrói o seu presépio num espaço amplo sendo visitado pelo público do dia 25 de Dezembro até ao dia de Reis, 6 de Janeiro. Neste presépio estão expostas mais de 3.000 peças. Desde 1972 que o Sr. António da Silva Pires, morador no Terreiro, 3 na Ladeira Grande, constrói o seu presépio num amplo espaço sendo visitado pelo público do dia 20 de Dezembro até ao dia de Reis, 6 de Janeiro. Neste presépio estão expostas mais de 1.000 peças
Escola da Ribeirinha situada no Caminho Novo, inaugurada em 11 de Novembro de 1959
Escola de Santo Amaro, situada no mesmo local, inaugurada a 1 de Janeiro de 1960.
Esta escola foi remodelada, terminando as sua obras no dia 6 de Junho de 2000.
Escola da Ladeira Grande situada na Canada da Praia, inaugurada a 26 de Junho de 1955.
Esta escola foi remodelada, terminando as sua obras no dia 6 de Junho de 2000.
As Famílias
A freguesia da Ribeirinha tem dois grupos grandes de famílias: as residentes e as migratórias. As residentes, aquelas que existem desde os registos mais remotos, (o livro de baptismos mais antigo data de 1623) são: Alves, Azedias, Azevedo, Castro, Codorniz, Couto, Dias, Evangelho, Ferreira, Freitas, Gomes, Gonçalves Silva, Lopes, Lourenço, Machado, Melo, Miranda, Pacheco, Pacheco Galhardo, Parreira, Toste, Vaz. Por oposição às famílias residentes, temos as famílias migratórias, ou seja, aquelas que vieram de outro local (freguesia ou ilha) e que se instalaram aqui. Entre elas temos: Ávila Bettencourt (Conceição); Bettencourt (Santa Cruz, Graciosa); Borges do Rego (Fonte do Bastardo); Cardoso Gaspar (São Brás); Cardoso Pires (Lajes); Cardoso Ventura (São Roque, Pico, via São Mateus); Carreiro (Maia, São Miguel); Fraga (Porto Judeu); Furtado (Santa Cruz, Graciosa); Garcia Valadão (Lajes); Gonçalves Leonardo (São Bento); Jaques (Cabo da Praia); Lemos (Santa Barbara); Luís Pires (Porto Judeu); Machado Vitória (São Sebastião); Martins Trovão (Agualva); Mendonça (Ribeira Seca, São Jorge); Nunes da Costa (Porto Judeu); Ormonde (Porto Judeu); Pinheiro Dias (Braga); Pontes (Fonte do Bastardo); Ribeiro (Porto Judeu); Rocha (Porto Judeu); Rocha Gato (São Bento); Rocha da Silva (Praia); Silveira (Ribeira Seca, São Jorge); Tavares (Ribeira Seca, Ribeira Grande, São Miguel); Vaz de Borba (Cabo da Praia); Vieira Homem (Lajes).
INDÚSTRIA
VITÓRIATRÁFEGO
Transitários – Armazém
Atalaia – 295 662 224
Sotran – Transitários
Atalaia – 295 662 125/6
Flores e Parreira
Atalaia – 295 401 280
Flores e Parreira
Hyundai – Atalaia
295 401 286
Aguiar Meneses Automóveis, Lda.
Atalaia,11A
295 662 300 – 914610391
Angra Car - Flash Car
Atalaia, 18 – 295 663 265
Agrimoto – De Vivelinda Rodrigues
Terreiro das Covas, 24
295 662 526
Mecânica, Auto Martins
Grota do Vale – Atalaia
295 662 666
Auto-Atalaia
Atalaia – 295 662 662
Auto Teves
Terreiro das Covas, 18
295 662 129
Jorge Rocha - Mecânico
Canada da Ribeirinha, 31 965 685 117
Paraíso do Pneu
Ladeira Grande
295 663 087
Brás M. P. Barcelos
Pintor de Construção Civil
295 662 661 – 962 914 256
F. Coderniz e Filhos, Lda.
Cash & Carry – 295 662 849
Caminho Velho – Atalaia
João Carlos Melo Rocha
Caixilharia de Alumínios
Caminho Velho - 662 295 662
AUROPAL
Terreiro das Covas, 54
295 663 063
Ladeira Grande Cima,80
295 662 460 – 916 635 865
Irmãos Matos, Serralharia,
Rua, Professor António Melo
965 235 454
Restaurador
Mestre Orlando Francisco
295 662 336
CARPIMARANTE
Rua, Professor António Melo, 32
914 797 865
PROJECTANGRA
Atalaia,19
295 212 564
Electrotécnico
Ladeira Grande de Cima,17
295 662 242 – 964 474 537
Centro Equestro do Ilhéu
Canada do Outeiro Galhardo
Ladeira Grande de Baixo
967 848 084 – 965 801 082
Taxidermia
Canada dos Fonsecas,112
Ladeira Grande – 295 662 167
Fábrica de Queijo de Cabra
Ladeira Grande
295 663 275 – 912 562 126
Elite Aesthetics - Centro de Estética
Terreiro das Covas, 54
968 548 646
Salão Conceição
Rua da Igreja, 212
295 663 277
Barbearia
Rua da Ribeira, 1
Sapateiro
Rua da Calçada, 16
Serra
966 646 182
E.A. CARNES
Canada dos Teixeiras
295 217 607
Alfenim
Fonte da Ribeirinha, 7/9
295 662 442/344
Alfenim - Fonte da Ribeirinha, 10/11
295 662 649
SERVIÇOS
Sotran – Posto de
Combustíveis
Atalaia – 295 662 125/6
Caixa Multibanco
Caixa Geral de Depósitos
Rua da Ribeira
COMÉRCIO
Sotran – Bar
Atalaia
295 662 125/6
Clube Recreio de Santo António
Terreiro do Paço
Serra da Ribeirinha
969 033 147
Snack Bar Família
Rua Professor António José de Melo,3
295 662 006
Pastelaria Nossa Senhora de Fátima
Rés do Chão
Largo de Fátima
295 662 935
Mercearia de Santo Amaro
Santo Amaro
Mercearia Ladeira da Cruz
Ladeira da Cruz,85
295 662 263
Mercearia de Jesus Coelho
Rua da Igreja,277
918 809 976
Mercearia João da Rapa
Terreiro do Paço,6
Serra da Ribeirinha
295 662 353
Mercearia Maria Toste
Terreiro do Paço, 28
Serra da Ribeirinha
295 662 523
Coop. da Ladeira Grande
Terreiro da Ladeira Grande
295 662 659
Mini Mercado Toste
Rua da Igreja,233
295 663 937
Mini Mercado Largo de Fátima
Largo de Fátima
295 662 575
Marília Modas
Rua da Igreja,212
295 663 277
Loja O Ponto
Rua da Igreja,191
295 663 037
CONTACTOS ÚTEIS
RIBEIRINHA
Junta de Freguesia
295 662 524
Casa do Povo
295 662 438
Igreja Paroquial
295 662 111
Grupo Folclórico e
Etn. Rib. “R. e C.”
295 663 851
Sociedade R. Lavradores da Ribeirinha
295 662 783
Sociedade União C. Serra da Ribeirinha
295 662 230
Boavista Club da Ribeirinha
295 662 050
Agrupamento 654
(Escuteiros)
295 663 998
Casa Mortuária
295 663 220
AEROPORTO DAS LAJES
SATA
295 540 047
TAP
295 540 350
Brigada Fiscal da G.N.R.
295 512 139
ANGRA DO HEROÍSMO
Bombeiros
295 212 333
Polícia
295 212 022
Hospital
295 212 122
Serv. Reg. Protecção Civil
295 401 400
Cruz Vermelha
295 212 669
Número Nacional de
Socorro (SOS)
Telef. 112
Bombeiros Açores
(Emergência)
295 401 401
Brigada Fiscal da GNR
295 213 998
Centro de Saúde
295 216 061
Câmara Municipal Angra do Heroísmo
295 212131
Junta Autónoma
de Portos
295 540 000
SATA Air Açores
295 212 013
TAP Air Portugal
295 216 489
Agência de Viagens Teles
295 213 236
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