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GRUPO FOLCLÓRICO E ETNOGRÁFICO DA RIBEIRINHA "RECORDAR E CONHECER"
(Fundado em 22 de Maio de 1996)
Na sequência de um Monumental Cortejo Etnográfico realizado na Ribeirinha no dia 5 de Junho de 1995, e integrado na celebração da Autonomia dos Açores e transmitido directamente pela RTP - Açores, e de movimentação gerada em torno da recolha de documentação, trajes, meios de transportes e tradições da Ribeirinha e da Ilha Terceira, o Grupo de pessoas e de forças vivas da Ribeirinha que deu corpo aquele cortejo pretende continuar o trabalho em moldes mais alargados.
Assim, pensamos num grupo de recolha de tradições culturais com a designação Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha "Recordar e Conhecer", cuja face exterior será um grupo de dança folclórica e de apresentação de tradições.
Este grupo começou a organizar-se no dia 1 de Dezembro de 1995. Todavia por motivos plausíveis, o Grupo considera como data da sua fundação no dia 22 de Maio de 1996, este grupo foi oficialmente inaugurado no dia 1 de Maio de 1997 na freguesia da Ribeirinha testemunhada por honrosas presenças.
Esta Associação tem como objectivo, o estudo, pesquisa, recolha e divulgação do Folclore e outros elementos etnográficos em especial da própria Ribeirinha e promoção Sócio-cultural das Populações da Ilha Terceira através desta actividades.
Porque não gostaríamos de ficar pelas fronteiras da Ribeirinha e Ilha Terceira na nossa recolha e porque a comparação com outras tradições só melhora o conhecimento das que nos são próprias, levando mesmo à descoberta de coisas que antes nos passavam despercebidas, estamos assim a recolher trajes típicos de cada Região do País com os quais estamos fazendo exposições temporárias e criar um Museu de "O Traje".
O Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha "Recordar e Conhecer" é um verdadeiro pólo de animação Sócio-cultural (no sentido de fazer e fazer com que outros façam). O nosso grupo com muita juventude desta freguesia acredita trazer algo de novo (ou algo diferentemente pensado, pelo menos) nos domínios da etnografia e do próprio folclore.
Verdadeiro "sumo da terra" é a terra (a nossa) que de inicio e como base estrutural estamos ligados. E dela, das suas-nossa gentes, que viu e verá a verdade de quanto fizermos.
O Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha "Recordar e Conhecer" é uma associação cultural e recreativa, que tem por educar, criar nos seus membros o gosto pela cultura popular, e levá-los, por uma ocupação proveitosa e sadia nos tempos livres, a cultivar e difundir essa cultura sobretudo nos seus aspectos musicais e coreográficos.
Este Grupo começou a organizar-se no dia 1 de Dezembro de 1995. Todavia por motivos plausíveis, o Grupo considera como data da sua fundação no dia 22 de Maio de 1996, por Alberto Gonçalves de Melo e Nívea Pereira Ferreira, fez a sua primeira apresentação em público no dia 8 de Abril de 1997, integrado no 50 Aniversário do Rádio Clube de Angra, no Teatro Angrense em Angra do Heroísmo Cidade Património Mundial, classificado pela UNESCO.
No dia 22 de Março de 1997 grava para a RTP Açores na freguesia da Ribeirinha e Fontinhas, as modas da Chamarrita e os Bravos que foram apresentados nos programas de "O Arquipélago" e "Cartaz" também foi transmitido na RTP Internacional, no dia 9 de Junho de 2003 em frente à Câmara Municipal de Angra participa numa transmissão directa da RTP1 para todo o mundo na vinda do Exmo. Sr. Presidente da República, nos seus primeiros oito anos de existência de 1997 a 2007 este grupo realizou mais de trinta e uma dezena de espectáculos.
Este Grupo foi oficialmente inaugurado no dia 1 de Maio de 1997 na freguesia da Ribeirinha testemunhada pelas honrosas presenças dos Exmos. Srs. Secretário Regional dos Assuntos Sociais, Delegado do Turismo, o Sr. Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, os Srs. Presidentes da Junta da Freguesia e da Casa do Povo da Ribeirinha, alguns Drs., tais como Maduro Dias, Orlando Bretão, etc., também a RTP Açores e outras entidades entendidas em Folclore e por muitas centenas de populares que se quiseram associar ao acontecimento.
É um Grupo autónomo fazendo provar os seus estatutos, é pessoa colectiva de utilidade pública por despacho do Governo Regional dos Açores de 20 de Novembro de 1996, os seus trajes são rigorosamente tradicionais sendo alguns deles antiquíssimos, veste uma indumentária representativa da forma de vestir de várias camadas sociais da Ribeirinha e Ilha Terceira dos séculos XVI e princípios do século XX.
O Grupo realizou uma recolha etnográfica de danças, cantares, trajes e utensílios agrícolas, e com base nesse trabalho, tem-se pautado pela divulgação dos usos e costumes da sua terra.
Como complemento etnográfico, aquando das suas actuações e desfiles, o grupo exibe os utensílios agrícolas alusivos à agro-pecuárias, à ceifa, ao amanho artesanal da terra e outros. O Grupo é composto por 59 elementos, trinta e cinco dançarinos, nove violas e violões, a cujos sons se juntam as vozes de dez cantadores e cantadeiras.
A actividade do Grupo é demarcada pela sua maneira de estar na divulgação da sua região e da sua terra, e no contributo para a aproximação entre as "gentes" e o seu intercâmbio cultural e etnográfico.
Neste mesmo ano esta associação é legalizada e tornando-se sócio do Inatel.
Este Grupo realizou quatro exposições, nos dias 20 a 29 de Junho de 1997 nas Sanjoaninas nas maiores festas profanas dos Açores uma exposição de "O Traje" no Palácio dos Capitães-Generais, muito visitado por turistas e população em geral, nos dias 26 a 31 de Outubro na Delegação do Turismo de Angra do Heroísmo tendo sido feita uma abertura honrosa testemunhada pela RTP Açores, Director Regional do Inatel, e outras entidades de Hotelaria, nos dias 2 a 17 de Novembro no Moinho pertencente à Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, também visitada por turistas e por alunos de várias escolas e de Junho a Setembro de 2002 este grupo participou numa exposição no Arquivo de Angra do Heroísmo.
Este Grupo de 4 a 7 de Junho de 1997 foi a S. Jorge participar na Semana Cultural das Velas, desfilando e actuando nesta mesma Vila e na Cooperativa da Beira, vai ao Ribatejo de 31 de Julho a 10 de Agosto de 1998, desfilando e actuando em Vila Franca de Xira, Azambuja, Rio Maior, Alenquer, Almeirim e Casa do Povo de Aveiras de Cima e em Julho de 1999 desfilando e actuando na Festa de Guadalupe na Ilha da Graciosa, de 8 12 de Julho de 2000, este grupo vai à Bélgica (Bruxelas) Parlamento Europeu, e a Norte de Portugal mais propriamente ao Minho e Trás-os-Montes, actuando e desfilando no Minho em Vila Nova de Cerveira, em Trás-os-Montes, na Vila Flor (Santa Casa da Misericórdia e na Praça junto à Câmara Municipal), Macedo de Cavaleiros, Carrazeda de Ansiães (Santa Casa da Misericórdia e na Praça junto à Câmara Municipal), em Pombal de Ansiães, de 20 a 23 de Julho de 2001 na Festa da Madalena na Ilha do Pico e de 18 a 29 de Julho de 2002 participamos no 24º Festival Internacional de Folclore das Terras da Feira (Argoncilhe) fica no Alto Douro, actuando e desfilando em Santa Maria de Lamas, Arrifana, Olival, Travanca, Escapães, Castelo de Paiva, Espargo, Alcanena, Fornos, Caldas de S. Jorge, Louredo e em Argoncilhe e de 6 a 16 de Agosto de 2004 na Beira Litoral participamos no VI Festival Internacional de Folclore em Carnide (Pombal), Redinha, Tomar, Lousões (Soure), Bajouca (Leiria) e em Vila Nova de Paiva (Viseu), de 24 a 31 de Julho de 2006 na Ilha da Madeira, de 29 de Agosto a 3 de Setembro de 2007 na Ilha de S. Miguel, desde 1997 que participa nas Sanjoaninas e nas diversas edições do C.O.F.I.T. - Festival Internacional de Folclore da Terceira, participa no dia da Comunidade ou dia de Apreço no destacamento Norte-Americano na Base das Lajes.
Este Grupo também realizou e organizou de 1998 a 2007 o dia do Emigrante umas Festa muito querida pelos nossos emigrantes e população em geral.
O Grupo faz em média 40 actuações por ano, ao redor da Ilha Terceira, nas várias freguesias desta Ilha nas festas de "Verão", que tem o seu inicio a 1 de Maio até meados de Outubro. O Grupo actua também em Hotéis , Residênciais e Restaurantes para os turistas que nos visitam.
Todos os anos no Mês de Maio para celebrar o seu aniversário este grupo realiza o Festival Folclore da Ribeirinha, com a participação de todos os Grupos da Ilha Terceira.
No dia 18 de Abril de 2000 este Grupo tornou-se membro de pleno direito de (sócio efectivo) da Federação de Folclore Português.
No dia 13 de Maio de 2000 este grupo lança o seu primeiro CD, com 12 músicas do cancioneiro popular açoriano, mais propriamente da Ilha Terceira, isto é um registo muito importante e histórico para o Grupo e para a Freguesia da Ribeirinha.
No dia 18 de Maio de 2003 este grupo inaugurou a sua Sede Social ou Museu de uma casa Típica da Ribeirinha ou da Ilha Terceira, nela estão patentes mais de cinco mil peças, algumas das quais com quase dois séculos de existência. Este Museu representa o Retrato vivo da Ribeirinha, trazendo ao tempo actual hábitos, roupas, casas, mobílias e instrumentos de trabalho que faziam o conteúdo do quotidiano nos séculos XIX e XX. Nesta casa estão 4 divisões de uma casa rural tipicamente Terceirense, onde são pormenorizados os traços mais marcantes ao nível de mobiliário e restante recheio utilizados na época dos nossos avós e bisavós. Os ofícios também não foram esquecidos. Há espaço para a atafona, eira, alfaias agrícolas e utensílios do tear. Neste local este grupo vai apresentar recriações da matança regional, a desfolhada, trabalhos na eira, o ciclo da lã, as festas do Divino Espírito Santo, etc. tem como designação Centro Etnográfico da Ribeirinha, para comemorar este invento o Grupo organizou de 18 a 25 de Maio de 2003 “A Semana Cultural da Ribeirinha”, que se vai continuar a realizar todos os anos no seu Aniversário, este Grupo organizou um Cortejo Etnográfico em Angra nas celebrações das festividades do dia 10 de Junho de 2003 para o Exmo. Sr. Presidente da República e Primeiro Ministro.
No Centro Etnográfico da Ribeirinha estão a funcionar Escolas de Artes e Ofícios Tradicionais da Ribeirinha, escolas essas onde são desenvolvidos cursos para que os trabalhos artesanais não se percam, a tecelagem, as tapeçarias, arraiolos, bordados à mão e à máquina, cursos de instrumentos de corda, etc.
O Programa da R.D.P. “As manhãs de Sábado”, no dia 21 de Fevereiro de 2004 fazendo o seu oitavo aniversário e no dia 13 de Maio de 2006, foi transmitido directamente do Centro Etnográfico da Ribeirinha.
No dia 1 de Outubro de 2004 este grupo lança o Roteiro Turístico, Cultural e Económico da Ribeirinha.
No dia 9 de Outubro de 2004 a partir desta Sede o Programa da RTP-Açores a “Atlântida” com a colaboração da RTP Internacional, foi transmitido directamente para todo o Mundo, um programa alusivo à Freguesia da Ribeirinha.
No dia 3 de Setembro de 2006 foi gravado um DVD no Centro Etnográfico
da Ribeirinha com a designação "Recordar e Conhecer e foi lançado no dia 20 de Janeiro de 2007 no Centro Etnográfico da Ribeirinha.
No dia 22 de Setembro de 2006 foi dado um Voto de Congratulação ao Grupo pela Assembleia de Freguesia da Ribeirinha pelos 10 anos de vida e pelo trabalho desenvolvido durante estes anos, dando a conhecer a nossa cultura e as nossas gentes, quer na ,Região quer no Continente Português e além fronteiras.
Este Grupo no dia 4 de Dezembro de 1996 actuou não trajado para a festa do Idoso no Salão Recreio dos Lavradores da Ribeirinha, em 1997 este grupo batendo todos os recordes realizou 41 espectáculos, 27 espectáculos com desfile, 2 só com desfile e 12 sem desfile, o grupo também é composto por grupo de Cantares e Rancho de Cantores ou Rancho de Matança também com o nome de os "Reises", do seu reportório constam todas as modas do "Bailho Direito".
O Grupo de Cantares realizou o seu primeiro espectáculo no dia 9 de Maio de 1997 na Casa do Gaiato, na freguesia da Boa Hora, actuando para o grupo de "Os Lion's".
O Grupo tem como Director Técnico o ensaiador coreográfico Elmiro Jorge Corvelo é um elemento que tem mais de vinte e oito anos de folclore, tem um ensaiador de cântico Sr. Euclides Ávila é um homem experiente com mais de 35 anos nestas andanças.
Este Grupo é um verdadeiro pólo de animação Sócio cultural por isso organizou várias festas, a primeira foi o convívio de Natal em 1996 com todos os elementos do grupo e familiares, realizou um trabalho de Fotografias em lugares preparados e próprios a condizer com os trajes e com a maneira de viver das pessoas daquela época, preparou as filmagens para a RTP, levando três carroças ou carros de passeio muito antigos puxados a cavalo, e três juntas de bois cor vermelha e uma destas juntas era a maior e a mais pesada da Ilha Terceira vindo da freguesia do Raminho, preparou-se o dia da inauguração oficial do grupo com todos os pormenores, realizou-se três magnificas exposições, Passagens de Modelos no Clube de Sargentos da BA4, e no Salão de Festas da Casa do Povo da Ribeirinha, também se prepara o dia de S. Martinho no Salão de Festas da Casa do Povo da Ribeirinha e todos os anos a Festa do Natal (a festa da família), com todos os elementos do grupo e familiares, este grupo também organiza o Dia do Emigrante com a colaboração da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo.
Anualmente, participa nos Festivais Internacionais de Folclore da Terceira (C.O.F.I.T.), assim como nas maiores festas profanas realizadas nos Açores, em Angra do Heroísmo - As Sanjoaninas - participa também nas festas do Concelho da Praia da Vitória, em desfiles etnográficos e quaisquer manifestações de carácter cultural.
Das modas que fazem parte do rico cancioneiro popular da Ilha Terceira, o Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha "Recordar e Conhecer" apresenta as seguintes: Charamba, Samacaio, Olhos Pretos, Chamarrita, Amor de um Estudante, Suspiros, Bela Aurora, Branca Flor, Tirana, Os Braços, Saudade, O Pézinho, Os Bravos, Lira, Doce Esperança, O Cravo, A Praia, a Sapateia, etc.
O Grupo Folclórico e Etnográfico da Ribeirinha "Recordar e Conhecer" realizou em 1997 espectáculos nas seguintes freguesias.
Na Freguesia da Ribeirinha actuou dez vezes, duas no adro da Igreja, duas na Sociedade Recreio dos Lavradores da Ribeirinha, duas no Salão de Festas da Casa do Povo, duas na Serra da Ribeirinha, uma na festa do verão da Rua da Igreja e uma vez na Ladeira Grande.
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